Tem algo que ainda não percebemos…

A maioria dos erros que cometemos são de natureza comportamental.

Se um sujeito tem dificuldade para se organizar em suas finanças não basta ensiná-lo como fazer uma planilha de seus gastos mensais, isto é relativamente fácil e ele poderá aprender. A questão é se ele está disposto a mudar seus hábitos de consumo, a fazer pesquisa de preços antes de adquirir um produto ou serviço; se é capaz de exercer autocontrole em termos de impulso de compras; se consegue auto disciplinar-se a ponto de estabelecer uma meta mensal de poupança a fim de “juntar”o montante necessário para adquirir a vista, com os devidos descontos, aquilo que deseja comprar. Estas ações não envolvem conhecimento técnico, são atitudes. E isto é de natureza comportamental.

Se um indivíduo se atrasa para seus compromissos ou mesmo esquece de algum deles, não basta ensiná-lo a usar uma agenda; é praticamente certo de que ele tem consciência de que deve aprender a utilizar este recurso. Aliás, hoje temos as agendas eletrônicas as quais se constituem numa ferramenta muito eficiente. Seus descuidos e até mesmo suas procrastinações em relação aos compromissos assumidos é de natureza comportamental. O que este indivíduo precisa é mudar seus hábitos, suas atitudes, sua maneira pensar.

Quando analisamos os erros cometidos na administração pública, por exemplo, facilmente constatamos que eles não ocorrem porque falta competência técnica aos gestores (em alguns casos até é possível que ocorra). A maioria possui as competências adequadas ao cargo que ocupa. No entanto, o Estado e suas instituições sofrem com a prodigalidade de seus administradores, uma vez que os gastos superam a arrecadação. E por que isto ocorre? Por que muitas decisões são de caráter político e não técnico, porque os interesses particulares se sobrepõem aos da coletividade – o mau caratismo, ou se preferir a falha em forjar um caráter idôneo interfere de forma vil no processo decisório quanto ao gasto público. Este problema não tem origem técnica, é uma questão de atitude, de comportamento fundamentado em valores apreciáveis e desejáveis.

Se um funcionário de uma organização é promovido a um posto de chefia, mas sua atuação como líder deixa a desejar, apesar de todos os treinamentos e capacitações proporcionados pela empresa, é provável que suas deficiências estejam associadas a questões de ordem comportamental. Talvez seu quociente de inteligência emocional seja baixo. Neste caso, especificamente, não lhe falta conhecimento técnico, mas sim outras habilidades que tem a ver com a inteligência emocional, como por exemplo: assertividade, comunicação eficaz, relacionamento interpessoal, empatia e outros. Observe, são aspectos que dizem respeito às competências comportamentais. Neste caso o saber cognitivo contribui com uma parte do processo, a outra tem a ver com trabalhar elementos inconscientes a fim de que se transformem em atitudes conscientes.

 

Há como desenvolver as competências comportamentais apesar de toda a complexidade que envolve a questão? Sim, claro que sim! O que fazer?

  1. Busque fazer uma autoanálise. Conhecer a si próprio é o primeiro passo. Procure um profissional (um atendimento de coaching seria uma ótima opção).
  2. Elenque as competências comportamentais mais importantes neste momento de sua vida. Avalie, honestamente, o estado atual de cada uma delas e de forma prioritária aponte quais precisam ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.
  3. Peça feedback de alguém em quem você confia sobre suas ações e reações frente às diversas situações de seu dia-a-dia.
  4. Leia muito sobre o assunto, amplie sua visão de mundo, reveja suas crenças e valores.
  5. Finalmente, tome uma atitude!

 

Se quiser minha ajuda entre em contato comigo. Meu nome é Paulo Roberto de Araujo, sou especialista em gestão estratégica de pessoas, possuo três formações em coaching, uma larga experiência que vai desde o ambiente acadêmico, passando pelo corporativo e eclesiástico. Tenho três livros publicados na área. Não importa a distância geográfica, podemos programar os atendimentos por Skype.

paulo@gentecompetente.com.br

(041) 99615-4466

Desejo a você muito sucesso.

 

 

 

 

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