Substituível, porém indispensável!

Substituível, porém indispensável

No mundo corporativo quando se quer enfatizar que o êxito da organização não depende direta e exclusivamente de determinadas pessoas, diz-se que: “ Ninguém é insubstituível”. Porém, esta máxima vem sido contestada com argumentos bastante consistentes. Há pelo menos dois ângulos, sob os quais se pode analisar esta expressão. O primeiro deles tem como foco o ser humano, ou seja, a pessoa. Toda e qualquer pessoa, enquanto ser único em sua existência e significado é, sem dúvida, insubstituível. Pergunte a um pai ou a uma mãe que sepultou um filho se o nascimento de outro substitui aquele que morreu. Sob esta ótica, de fato, todo ser humano é insubstituível.

O segundo ângulo por intermédio do qual se pode analisar a expressão acima é o que diz respeito às atividades laborais do indivíduo. As ações de uma pessoa, enquanto prestador de serviços em uma organização, é considerada a partir de suas competências, do seu envolvimento nos processos organizacionais, no desempenho de sua mão-de-obra, a qual, inclusive, poder avaliada através de formulários próprios. Neste caso, toda e qualquer pessoa é substituível. Se o funcionário se demitir, ou for dispensado pelo empregador, ou transferido, remanejado e etc., terá que ser substituído por outro cujas competências, no mínimo, deverão ser iguais a do outro que está sendo substituído. Sob esta ótica, de fato, ninguém é insubstituível.

Um funcionário até pode ser substituível, mas se for bom no que faz pode se tornar indispensável. O colaborador indispensável é aquele cujo nome dificilmente consta da lista dos que serão demitidos; quando isto acontece é sempre o último da fila. Seu comprometimento com a organização, suas habilidades técnicas e as expertises que criou em torno das atividades que desenvolveu; sua reconhecida capacidade de conviver e trabalhar em equipe, sua eficiência, eficácia e efetividade no trabalho, seus valores pessoais e outros atributos desejáveis o tornam imprescindível à organização.

Nenhum empregador de bom senso, que conhece profundamente sua equipe e que é capaz de reconhecer os genuínos talentos de seu capital humano, irá prescindir de um ótimo funcionário. Ainda que o salário dele tenha chegado à condição de estar acima da média de mercado não será dispensado. Achar bons colaboradores nos dias atuais é um feito digno de premiação. Substituir mão-de-obra habilidosa, pessoas de moral elevada, confiáveis, ensináveis e ambiciosas, ou seja, que têm um objetivo na vida, é uma tarefa quase que impossível.

Minha sugestão: Melhore seu sistema de recrutamento e seleção. Pessoas boas não são achadas em qualquer lugar. Não dê tiro para todo lado; quem faz isto corre o risco de gastar munição boa em caça ruim. Antes de tentar encontrar alguém que é bom naquilo faz, procure encontrar alguém que é bom, independentemente daquilo que faz.

Paulo Roberto de Araujo – Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas.

Contato: abibliagp@gmail.com

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