Sem empatia não há comunicação

Comunicação empática

Um dos aspectos mais importantes da inteligência emocional é a empatia. Se considerarmos a empatia como essencial à comunicação que atinge seus objetivos, então comunicar com eficácia é uma questão de inteligência, não apenas intelectual, mas sobretudo emocional.

Será que todos entendem claramente o que é empatia? Quando pergunto isto aos meus alunos na faculdade, poucos conseguem explicar. Alguns confundem empatia com simpatia, o que não está de todo errado, sem dúvida uma coisa está associada a outra.

De forma bem simples, define-se empatia como o ato de colocar-se no lugar do outro. Veja, esta é uma postura interessante quando aplicada à comunicação. Se eu estivesse sendo o receptor da mensagem que estou emitindo, seria capaz de compreender claramente o que estou querendo dizer?

Bem, para podermos demonstrar a importância da empatia no processo de comunicação, é necessário que entendamos primeiro quais os tipos de empatia que existem e de que maneira cada um deles interfere na comunicação entre as pessoas.

Existe o que a literatura chama de empatia cognitiva. Este tipo de empatia é aquela em que o sujeito é capaz de compreender a necessidade do outro. Ele tem a habilidade de construir em sua mente um quadro real do que o seu interlocutor está passando. Em termos de uma comunicação eficiente, isto é primordial. Pergunto: Somos capazes de compreender o modo como outro entende o que eu falo? A pergunta não se outro é capaz de entender o que eu falo, mas sim, se sou capaz de me fazer entender a partir da perspectiva de quem me ouve.

Há também a empatia emocional; este tipo determina o quanto sou capaz de sentir em mim as emoções do outro. Esta modalidade é muito interessante, na medida em que o processo de comunicação não é pensado apenas como um ato verbal, mas como um envolvimento nos aspectos emocionais e subjetivos do meu interlocutor. Se minha pretensão é conscientizar a outra pessoa, ou fazê-la refletir sobre o que estou comunicando, ou criar estímulos a partir do processo de comunicação, então minha comunicação não pode restringir-se à expressão verbal, mas deve envolver-se nos aspectos emocionais que afetam tanto o emissor quanto o receptor e a sinergia criada a partir daquilo que está sendo comunicado.

Há, ainda, a preocupação empática, a qual faz com que a pessoa se mobilize no intuito de ajudar o outro, ou seja, ele não apenas compreende a necessidade, não apenas sente a necessidade, mas mobiliza-se no sentido de fazer alguma coisa por quem precisa. Quando aplicado à comunicação, este tipo empatia torna-se indispensável. Neste caso as técnicas de feedback ajudam na construção de um processo de comunicação eficiente, eficaz e efetivo. Não é suficiente transmitir uma informação sem perguntar ao final se os ouvintes têm alguma dúvida sobre o que foi dito. Dar espaço para que os receptores se sintam à vontade para pedir mais esclarecimentos é uma prova de preocupação empática.

Finalizando, comunicar é uma habilidade, é também uma arte, é também uma questão de inteligência emocional.

Paulo Roberto de Araujo – Especialista em gestão estratégica de pessoas.

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