Se não tiver coisa melhor para falar, então fique de boca fechada.

boca fechada

Existem algumas frases soltas pelos ares do ambiente de trabalho que deveriam ser presas. Há pessoas que falam sem pensar, que não refletem sobre os que estão dizendo e outras que, na realidade, não têm noção do que estão falando. Muitos são meros repetidores do que ouviram alguém falar, algum dia em algum lugar. São empregados que quando falam as tolices que falam, se tornam candidatos ao desemprego. Vamos trazer à tona algumas destas frases infelizes.

“Não vou fazer o que estão me pedindo porque não sou pago para isto. ”

Salvo alguma falha por parte de gestores que podem estar querendo explorar a mão-de-obra contratada, esta expressão indica o desinteresse do funcionário pela organização que o remunera. Certamente, quem pensa assim, acredita que tudo na vida é medido em termos pecuniários. O empregado que faz desta frase um lema em sua vida é porque ainda não se profissionalizou. É um eterno estagiário no emprego e na vida. Assumir diversas funções na empresa é uma oportunidade de desenvolvimento profissional. Dê o melhor de si e a recompensa pelo esforço virá.

“Se eu sair de férias este setor para”

Há pessoas que não constroem mares pensando na diversidade, mas constroem aquários pensando na exclusividade. As empresas estão povoadas de empregados que possuem esta mentalidade. São excessivamente autoconfiantes, têm uma autoestima exacerbada, enxergam a empresa como uma refém de suas competências e expertises. Estes tipos de empregados se percebem como insubstituíveis. Se imaginam tão indispensáveis que se a empresa abrir mão deles terá um enorme prejuízo.

“Se você quiser que uma coisa seja bem feita faça você mesmo. ”

            Esta é uma das frases preferidas dos que não sabem delegar. São os que sofrem de perfeccionismo profissional. Ninguém, mas ninguém mesmo, consegue fazer algo tão bem quanto ele. Pessoas que possuem esta característica em seu perfil, acreditam que suas ideias são sempre as melhores, as tarefas que realizam não poderiam ser melhor executadas por outros – com tanta qualidade. Estes indivíduos se consideram mestres de todos e aprendizes de si mesmos.

“Se fulano de tal não estiver aqui o serviço não anda. ”

Este é o sonho de consumo dos chefes centralizadores. Tudo depende dele, gira em torno dele, anda no ritmo dele. Ele é incapaz de dividir tarefas, treinar sua equipe conferindo a ela a competência da autogestão; faz questão de ser consultado para tudo, isto porque, autonomia é um privilégio dele. Funcionários que se comportam desta maneira travam o sistema, não criam condições para agilidade nos processos, não desenvolvem pessoas. Gente assim não trabalha para a organização, mas trabalha para seu ego.

“Você não é pago para pensar, é pago para fazer”

Nada mais primitivo do que isto! Alguns chefes estão fisicamente no século XXI, mas mentalmente no início do XX. Eles ainda não se deram conta de que hoje em dia grande parte das pessoas é escolarizada. Muitos funcionários voltaram a estudar, fazem cursos superiores, cursos técnicos e, devido a exigência do mercado, estão sempre se especializando. Portanto, diferentemente do que acontecia a trinta ou quarenta anos atrás, as pessoas sabem pensar, têm ideias próprias, se desenvolveram, estão melhor informadas. O potencial de um bom empregado não é medido pelo tanto que de coisas que faz, mas pelo quanto ele é capaz de entender o que significa aquilo que faz.

Paulo Roberto de Araujo. Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas.     

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