Liderança não é uma questão de popularidade

Liderança não é uma questão de popularidade

                Uma das melhores definições de liderança que tive a oportunidade de conhecer é a que diz: “Liderar é a capacidade de influenciar pessoas a fazerem aquilo que deve ser feito.” A palavra-chave nesta definição é influenciar; o prefixo “in” aponta para algo que está dentro enquanto que “fluenciar” vem de fluir ou de fluxo. Portanto, influenciar significa fazer fluir para dentro. Esta é a capacidade que têm os verdadeiros líderes: fazer fluir para dentro dos membros de sua equipe a paixão, a disposição, o genuíno interesse pelos objetivos propostos e o senso de conjunto onde a conquista não loura o líder, mas coroa o coletivo.

                O segundo livro das Crônicas do povo hebreu registra nos capítulos 29 a 32 a extraordinária empreitada do Rei Ezequias. Movido pelo ideal de restauração da vida religiosa de seu povo, o monarca planejou e executou uma ampla reforma nacional. É possível identificar sete passos dados por ele que levaram à êxito seu grandioso empreendimento: 1º) Estabelecer prioridades; 2º) Dar e receber feedback; 3º) Trabalhar em equipe e confiar em pessoas; 4º) Estabelecer canais de comunicação eficazes; 5º) Aplicar a inteligência emocional e espiritual; 6º) Delegar; 7º) Saber lidar com oposições.

                Há um registro nesta história digno de nota. Quando seu trabalho estava praticamente consolidado, o Rei dos assírios investiu contra os israelitas tentando desestruturar a liderança de Ezequias. Diante da ameaça de um inimigo muito mais poderoso do que eles, restou ao Rei hebreu animar e encorajar seu povo. O texto bíblico: “…e lhes falou ao coração, …” Esta expressão surge carregada de significado. Ela é pedagógica para os líderes de qualquer época e momento histórico. Um líder nato é capaz de trabalhar mentes e corações.

                Há situações que exigem de um líder competências que extrapolam o tangível. É preciso ser espiritualizado e inteligente emocionalmente. Suas palavras e ações devem ser capazes de tocar o coração de seus liderados. Muitas vezes a única coisa que pode mudar uma situação adversa é a força que o líder tem de fazer fluir para dentro dos membros de sua equipe a esperança, a confiança, a convicção de que se chegamos até aqui, então podemos ir até o fim.

Paulo Roberto de Araujo – www.gentecompetente.com.br

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