Esqueceram de mim!

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Este é o título do filme que consagrou o jovem ator Macaulay Culkin. A história se passa durante o Natal, quando sua família sai de viagem e esquece o membro mais novo em casa. Percebendo-se só, o garoto Kevin McCallister (nome do personagem na trama) procura “se virar”, conforme dizemos em nossa gíria popular brasileira. Para apimentar a história a casa dos McCallister é alvo de dois assaltantes, os quais esperavam encontrá-la vazia, porém para surpresa e frustração deles, o jovem Kevin estava lá. Valendo-se de sua coragem e criatividade ele, sozinho, consegue dar conta dos assaltantes e proteger sua casa. É uma boa história e uma boa comédia familiar.

Gostaria de me valer desta história para fazer uma analogia com o que acredito estar acontecendo com Jesus, a quem classifico como o aniversariante esquecido no dia de seu próprio aniversário.

Tal qual Kevin McCallister, Jesus poderia dizer: esqueceram de mim.

A cada ano que passa o Natal está recebendo um nome e um significado diferente. Tenho em minha mente algumas recordações de minha infância. Lembro-me de meus pais levando-me a lugares para visitar os pequenos e grandes presépios, onde de uma maneira singela e ao mesmo artística, era possível ver a reprodução do dia e do lugar em que Jesus nasceu. O cenário remontava a cidade de Belém e a estrebaria, onde José e Maria se hospedaram por ocasião do nascimento do menino Deus.

Mesmo a figura do Papai Noel, carinhosamente chamado de o bom velhinho, não ofuscava a pessoa de Jesus. As famílias, as igrejas, a sociedade em geral tratava de manter vivo o motivo e o sentido do Natal: a vinda ao mundo do filho de Deus. Era possível sentir uma aura de amor e de paz que permeava o período natalino. Claro que há uma ponta de saudosismo no que estou escrevendo, no entanto há, também, uma análise de que como as coisas podem mudar num curto espaço de tempo.

A cada Natal fala-se menos de Jesus; ele está sendo esquecido e substituído. Uma das expressões que estão usando com maior ênfase é: o espírito de Natal. É mais confortável para alguns valer-se desta expressão do que manifestar seu reconhecimento e gratidão atribuindo louvor ao menino Jesus. A Escritura Sagrada diz no evangelho de João capítulo três e versículo dezesseis que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito. Tem-se a impressão que nossa sociedade ama o mundo de tal maneira que esqueceu do unigênito filho de Deus.

Particularmente, acredito que existem formadores de opinião interessados em desconstruir a relação direta e explícita do Natal com a figura de Jesus Cristo. É mais interessante para os objetivos econômicos associar o dia 25 de dezembro com o consumo. Jesus não dá lucro, aliás se as pessoas acreditarem nos seus preceitos abrirão mão do material em função de valores intangíveis, como a humildade, a simplicidade, a pureza, amizade verdadeira e outros que não podem ser encontrados nas prateleiras das lojas.

Jesus está sendo esquecido no dia de seu aniversário. Sua família saiu para viajar e curtir a vida, enquanto ele está só, abandonado por aqueles aos quais mais ama. A cristandade precisa resgatar o verdadeiro sentido e motivo do Natal. É preciso resgatar este precioso valor cristão. Não há qualquer problema em trocar presentes, afinal Jesus é o grande presente de Deus para nós; não há nada de errado em ter a mesa farta (para aqueles que podem, naturalmente) e reunir a família para ceia, aliás isto é muito bom. Contudo, quando reunidos em família vamos agradecer juntos, em oração, pelo nascimento de Jesus. Vamos prestar-lhe culto, reconhecendo seu amor e tudo o que nos tem ensinado a respeito do Pai que o enviou. Não esqueçam dele, nem no Natal nem em qualquer outro dia do ano.

Obrigado Deus por não esqueceres de mim!

Paulo Roberto de Araujo

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