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Esqueceram de mim!

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Este é o título do filme que consagrou o jovem ator Macaulay Culkin. A história se passa durante o Natal, quando sua família sai de viagem e esquece o membro mais novo em casa. Percebendo-se só, o garoto Kevin McCallister (nome do personagem na trama) procura “se virar”, conforme dizemos em nossa gíria popular brasileira. Para apimentar a história a casa dos McCallister é alvo de dois assaltantes, os quais esperavam encontrá-la vazia, porém para surpresa e frustração deles, o jovem Kevin estava lá. Valendo-se de sua coragem e criatividade ele, sozinho, consegue dar conta dos assaltantes e proteger sua casa. É uma boa história e uma boa comédia familiar.

Gostaria de me valer desta história para fazer uma analogia com o que acredito estar acontecendo com Jesus, a quem classifico como o aniversariante esquecido no dia de seu próprio aniversário.

Tal qual Kevin McCallister, Jesus poderia dizer: esqueceram de mim.

A cada ano que passa o Natal está recebendo um nome e um significado diferente. Tenho em minha mente algumas recordações de minha infância. Lembro-me de meus pais levando-me a lugares para visitar os pequenos e grandes presépios, onde de uma maneira singela e ao mesmo artística, era possível ver a reprodução do dia e do lugar em que Jesus nasceu. O cenário remontava a cidade de Belém e a estrebaria, onde José e Maria se hospedaram por ocasião do nascimento do menino Deus.

Mesmo a figura do Papai Noel, carinhosamente chamado de o bom velhinho, não ofuscava a pessoa de Jesus. As famílias, as igrejas, a sociedade em geral tratava de manter vivo o motivo e o sentido do Natal: a vinda ao mundo do filho de Deus. Era possível sentir uma aura de amor e de paz que permeava o período natalino. Claro que há uma ponta de saudosismo no que estou escrevendo, no entanto há, também, uma análise de que como as coisas podem mudar num curto espaço de tempo.

A cada Natal fala-se menos de Jesus; ele está sendo esquecido e substituído. Uma das expressões que estão usando com maior ênfase é: o espírito de Natal. É mais confortável para alguns valer-se desta expressão do que manifestar seu reconhecimento e gratidão atribuindo louvor ao menino Jesus. A Escritura Sagrada diz no evangelho de João capítulo três e versículo dezesseis que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito. Tem-se a impressão que nossa sociedade ama o mundo de tal maneira que esqueceu do unigênito filho de Deus.

Particularmente, acredito que existem formadores de opinião interessados em desconstruir a relação direta e explícita do Natal com a figura de Jesus Cristo. É mais interessante para os objetivos econômicos associar o dia 25 de dezembro com o consumo. Jesus não dá lucro, aliás se as pessoas acreditarem nos seus preceitos abrirão mão do material em função de valores intangíveis, como a humildade, a simplicidade, a pureza, amizade verdadeira e outros que não podem ser encontrados nas prateleiras das lojas.

Jesus está sendo esquecido no dia de seu aniversário. Sua família saiu para viajar e curtir a vida, enquanto ele está só, abandonado por aqueles aos quais mais ama. A cristandade precisa resgatar o verdadeiro sentido e motivo do Natal. É preciso resgatar este precioso valor cristão. Não há qualquer problema em trocar presentes, afinal Jesus é o grande presente de Deus para nós; não há nada de errado em ter a mesa farta (para aqueles que podem, naturalmente) e reunir a família para ceia, aliás isto é muito bom. Contudo, quando reunidos em família vamos agradecer juntos, em oração, pelo nascimento de Jesus. Vamos prestar-lhe culto, reconhecendo seu amor e tudo o que nos tem ensinado a respeito do Pai que o enviou. Não esqueçam dele, nem no Natal nem em qualquer outro dia do ano.

Obrigado Deus por não esqueceres de mim!

Paulo Roberto de Araujo

SE VOCÊ NÃO IMPEDIR OS “MONSTROS SAGRADOS” VÃO SE CRIAR

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Quando desejamos rotular as pessoas que conquistaram poder e influência em determinados contextos, as chamamos de “monstros sagrados”. Estes “monstros sagrados”, devido a seu carisma, conquistam a atenção, o respeito e até o medo dos outros. A expertise de comando construída por eles é tão forte que mesmo seus líderes não tomam nenhuma decisão sem antes consulta-los, o que, sem dúvida, fortalece o poder deles.

Não se deve ignorar que estes ditos “monstros sagrados” são, na maioria das vezes, muito competentes em suas áreas de atuação; são, também, realizadores, exigentes, de quociente de Inteligência privilegiado, contundentes na hora de expressar suas opiniões. Pessoas que se tornam “monstros sagrados”, normalmente possuem um perfil dominante, ou seja, gostam e procuram o comando, são autoconfiantes em excesso, possuem uma autoimagem elevada a ponto de se perceberem, na maioria das vezes, mais fortes, mais certos e superiores aos demais.

Profissionais com este perfil comportamental são muito determinados, por isso podem produzir resultados de curto prazo para a empresa em que trabalham. Isto nos ajuda a entender o porquê das organizações manterem em suas equipes de trabalho, colaboradores dos quais os colegas reclamam tanto, haja vista o fato de serem a causa de muitos conflitos nas relações interpessoais.

Uma observação curiosa que se pode fazer sobre o surgimento dos “monstros sagrados” nas empresas, é que eles nascem, crescem e se fortalecem de forma gradativa. A questão a ser considerada é o perigo destes profissionais fazerem de reféns sua liderança, colegas de trabalho,  patrões, fornecedores e até mesmo clientes. Ainda que suas competências técnicas sejam inegavelmente eficazes, suas deficiências comportamentais podem gerar problemas de longo prazo, como por exemplo, piora do clima organizacional. A força de sua personalidade pode ser tão intensa que mesmo seus líderes reconhecendo o ponto fraco deles em termos de habilidades sociais, preferem mantê-los em seus quadros funcionais pelo fato de não acreditarem que conseguirão contratar outra pessoa tão capaz quanto o “monstro sagrado”.

Sem dúvida, o que determina o comportamento organizacional é a cultura criada e consolidada pela empresa. Há patrões que admiram os dominantes porque o perfil deles está alinhado, ou seja, se o perfil do patrão também é dominante, se ele fala o que pensa sem ponderar as consequências para o outro, se acredita que há uma única verdade em termos de obtenção de sucesso e que esta passa por este tipo de comportamento, então os “monstros sagrados” são os melhores funcionários que se pode ter.

Outro problema a ser considerado é que pessoas com perfil de personalidade dominante, não costumam estar abertas à opinião dos outros; eles simplesmente se sentem contrariados, uma vez que, sentem a necessidade de se impor. Em termos organizacionais ouvir as pessoas é premissa da boa gestão. Os resultados são mais satisfatoriamente alcançados, na medida em que todos os colaboradores se sentem parte do processo.

Entende-se que é melhor adotar medidas que evitem o surgimento dos “monstros sagrados”, porque se não for assim eles vão se criar. Evidentemente, deve-se ter cuidado para não sufocar os talentos da organização. Se a empresa possui líderes competentes, eles saberão o que fazer a fim de direcionar os potenciais humanos para a construção de uma cultura de competências (técnicas e comportamentais) voltada para os resultados.

Paulo Roberto de Araujo – Especialista em Gestão de Pessoas

Sem empatia não há comunicação

Comunicação empática

Um dos aspectos mais importantes da inteligência emocional é a empatia. Se considerarmos a empatia como essencial à comunicação que atinge seus objetivos, então comunicar com eficácia é uma questão de inteligência, não apenas intelectual, mas sobretudo emocional.

Será que todos entendem claramente o que é empatia? Quando pergunto isto aos meus alunos na faculdade, poucos conseguem explicar. Alguns confundem empatia com simpatia, o que não está de todo errado, sem dúvida uma coisa está associada a outra.

De forma bem simples, define-se empatia como o ato de colocar-se no lugar do outro. Veja, esta é uma postura interessante quando aplicada à comunicação. Se eu estivesse sendo o receptor da mensagem que estou emitindo, seria capaz de compreender claramente o que estou querendo dizer?

Bem, para podermos demonstrar a importância da empatia no processo de comunicação, é necessário que entendamos primeiro quais os tipos de empatia que existem e de que maneira cada um deles interfere na comunicação entre as pessoas.

Existe o que a literatura chama de empatia cognitiva. Este tipo de empatia é aquela em que o sujeito é capaz de compreender a necessidade do outro. Ele tem a habilidade de construir em sua mente um quadro real do que o seu interlocutor está passando. Em termos de uma comunicação eficiente, isto é primordial. Pergunto: Somos capazes de compreender o modo como outro entende o que eu falo? A pergunta não se outro é capaz de entender o que eu falo, mas sim, se sou capaz de me fazer entender a partir da perspectiva de quem me ouve.

Há também a empatia emocional; este tipo determina o quanto sou capaz de sentir em mim as emoções do outro. Esta modalidade é muito interessante, na medida em que o processo de comunicação não é pensado apenas como um ato verbal, mas como um envolvimento nos aspectos emocionais e subjetivos do meu interlocutor. Se minha pretensão é conscientizar a outra pessoa, ou fazê-la refletir sobre o que estou comunicando, ou criar estímulos a partir do processo de comunicação, então minha comunicação não pode restringir-se à expressão verbal, mas deve envolver-se nos aspectos emocionais que afetam tanto o emissor quanto o receptor e a sinergia criada a partir daquilo que está sendo comunicado.

Há, ainda, a preocupação empática, a qual faz com que a pessoa se mobilize no intuito de ajudar o outro, ou seja, ele não apenas compreende a necessidade, não apenas sente a necessidade, mas mobiliza-se no sentido de fazer alguma coisa por quem precisa. Quando aplicado à comunicação, este tipo empatia torna-se indispensável. Neste caso as técnicas de feedback ajudam na construção de um processo de comunicação eficiente, eficaz e efetivo. Não é suficiente transmitir uma informação sem perguntar ao final se os ouvintes têm alguma dúvida sobre o que foi dito. Dar espaço para que os receptores se sintam à vontade para pedir mais esclarecimentos é uma prova de preocupação empática.

Finalizando, comunicar é uma habilidade, é também uma arte, é também uma questão de inteligência emocional.

Paulo Roberto de Araujo – Especialista em gestão estratégica de pessoas.

PROFISSÕES PORTÁTEIS

Competências comportamentais

Definitivamente estamos vivendo uma mudança “nunca antes vista na história deste país”. O conceito de profissão, carreira, competências e outros termos afins, passa por um amplo processo de ajuste, que mexe com todas as áreas relacionadas ao tema.

A cada ano surgem novas profissões no mercado de trabalho e isto em função, principalmente dos avanços gerados pela evolução tecnológica. A geração baby boomers e a geração X nasceram num contexto em que as profissões eram estanques, ou seja, não sofriam mudanças significativas. Bastava escolher uma das opções da época que ela se constituiria na atividade profissional do indivíduo e o acompanharia por toda a vida.

Sem dúvida, o mercado de profissões ganhou nova cara, novo tipo, novo layout, ou como se fala hoje, nova configuração. O que se espera de um profissional do século XXI? Duas coisas distintas que parecem se contradizer, porém se completam na medida em que o sujeito consegue conciliá-las em seu perfil profissional. E o que isto quer dizer? Quer dizer que ao mesmo tempo em que o trabalhador deve se especializar em uma determinada área, desenvolvendo-a com grande capacidade de inovação, deve, também, ser multifuncional, ou seja, capaz de assumir diversas funções na organização, estar preparado para mudanças, pensar coletivamente, possuir múltiplas competências, ser criativo e gerar resultados.

A expectativa que o mercado de trabalho tem é que o colaborador possua competências profissionais, as quais ele possa levar para qualquer organização – é o que a literatura especializada classifica como profissões portáteis. Esta expectativa aponta para uma realidade cada vez mais presente: não é de bom tom ficar muito tempo numa mesma empresa fazendo a mesma coisa o tempo todo. Faz alguns anos que uma pesquisa constatou que o trabalhador permanecerá no máximo 5 anos no mesmo local de trabalho.

Segundo um conceituado consultor as profissões são classificadas em três categorias, quais sejam: Commodities: Estas são as que o profissional pode desenvolver em qualquer organização, como por exemplo: utilização de softwares como word, excel e outros; elaboração de relatórios, arquivamento de documentos e etc., há também as competências comportamentais que são aplicáveis a qualquer ambiente, como capacidade de bom relacionamento interpessoal, pró atividade, honestidade, justiça e outros. Outra categoria é a que ele chama de Alavancadas: Nelas se incluem as atividades que também podem ser desenvolvidas em qualquer empresa, porém para algumas ela é essencial, por exemplo: se a pessoa trabalha numa empresa que fábrica e comercializa produtos de informática, saber utilizar softwares deixa de ser apenas uma commoditie e passa a ser alavancada. Na terceira categoria ele cita a Proprietária. Desta fazem parte as atividades profissionais que são aproveitadas exclusivamente em determinado tipo de empresa, por exemplo, um bioquímico que trabalha na fabricação de medicamentos, terá como campo de trabalho organizações do ramo de laboratórios. Suas competências não terão aplicação em outro tipo de empresa.

Além das categorias citadas acima, surge a portátil, formada pelos conhecimentos, habilidades e atitudes que acompanharão o profissional em toda e qualquer empresa em que ele trabalha. Nesta categoria pode ser incluída a capacidade de desenvolver multitarefas. Não significa ser bom em tudo, significa estar disposto aprender novas competências e desenvolvê-las da melhor maneira que puder. Como já foi dito, conhecimento é um patrimônio que não possui limites de armazenamento e quanto mais se compartilha mais cresce. A habilidade portátil permite ao profissional atuar em diversas áreas da organização.

Pessoalmente, penso que as competências comportamentais devam fazer parte, sempre, das habilidades portáteis. Ser uma pessoa com grandes habilidades sociais é essencial para o desenvolvimento com êxito das competências técnicas.

 

Paulo Roberto de Araujo – Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas

Site: www.abibliaeagestaodepessoas.com.br

“Era uma vez…”

GERACAO

Assim começam muitas estórias que embalaram nossos sonhos infantis. Elas não apenas nos divertiam, ou distraíam, mas também nos ensinavam. Muitas destas fábulas que nos encantaram foram criadas por pessoas que desconhecemos. Elas surgiram a partir de experiências do cotidiano e passaram a transmitir valores, conceitos, regras de conduta, fortalecendo culturas e estabelecendo paradigmas. Uma destas fábulas que se tornaram famosas e continuam, até hoje, encantando gerações é a dos Três Porquinhos. Apenas como nota, vale comentar que ela foi difundida a partir do século XVIII por Joseph Jacobs, porém sua origem remonta a tempos muito mais antigos.

E por falar em gerações, que tal fazermos uma analogia da fábula dos Três porquinhos com o mundo corporativo? Veja se você aprova.

“Era uma vez três gerações que trabalhavam em uma mesma empresa. Todas elas precisavam sobreviver, necessitavam obter êxito em suas atividades e construir algo significativo. A mais velha chamava-se Baby Boomer. Nascida após a II Guerra Mundial, fazia o máximo possível para se manter empregada; preferia a estabilidade. Gostava mais de ser reconhecida e valorizada por sua experiência do que pelo espírito inovador. Seus contemporâneos eram chamados de grupo do “paz e amor” e tinham como característica aversão aos conflitos armados. Preferiam a música, as artes, e todas as outras formas de cultura como instrumentos para a evolução humana do que as guerras. Devido a sua experiência, Baby Boomer, ocupava um cargo de direção na empresa. Por causa de seu perfil fortemente conservador, ela tinha dificuldade de relacionamento com suas colegas.

A geração intermediária chamava-se X e era classificada como imigrante digital. Nascida em meados dos anos 1970 seu grande desafio era adaptar-se às novas tecnologias. Desde o início se mostrou resistente a acreditar que máquinas poderiam substituir a mão-de-obra humana, sobretudo nas atividades operacionais. X era muito insegura; tinha medo de perder o emprego. Pressionada pelos novos tempos organizacionais precisou voltar aos bancos escolares. Se viu diante da necessidade de adquirir novas competências. Se não fizesse isto perderia espaço na empresa e não conseguiria construir uma carreira mais sólida.

A geração, mais recentemente contratada chamava-se Y. Y sempre foi inquieta, agitada, gostava de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nascida no início dos anos 1990, dominava as novas tecnologias com muita facilidade. Seu perfil dinâmico e em constante movimento, faziam com que Baby Boomer e X se sentissem incomodadas ao vê-la ouvir música, navegar na internet e ler aos e.mails, tudo, ao mesmo tempo. Y nunca escondeu que não pretendia ficar mais do que quatro ou cinco anos na empresa. Ela preferia inovações constantes, não tinha medo de correr riscos e sabia que tinha potencial para muito mais. Y sempre detestou a rotina.

Certo dia, o “lobo mau” dos tempos de crise bateu à porta das três gerações. A primeira a ser atacada foi Baby Bommer, que depois de quase trinta anos de empresa foi demitida. Desolada, sem saber muito bem o que fazer, saiu correndo pelo mercado de trabalho tentando conseguir uma recolocação. Inútil. Baby Boomer estava velha demais para as pretensões das empresas modernas. Sem alternativa, decidiu aposentar-se e passou a oferecer serviços de consultoria, usando como argumento sua larga experiência empresarial.

A segunda a ser vítima do “lobo mau” dos tempos de crise foi X. X se sentiu traída. Em sua auto avaliação considerava-se imprescindível. Afinal, tinha experiência, maturidade e juventude para realizar mais. No entanto, “lobo mau” foi implacável. Depois de quinze anos trabalhando na mesma empresa não sabia o que fazer. Enviou alguns currículos e até contratou a uma agência de head hunters, porém sem sucesso. Decidiu, então, usar o dinheiro que recebera do acerto para abrir um negócio próprio. Iria tentar a vida como empresária.

A terceira, geração Y, não se sentiu nem traída, nem preterida; na verdade, após quatro anos na mesma empresa, achava que estava em tempo de alçar novos voos profissionais. Quando “lobo mau” a comunicou de sua demissão ficou tão satisfeita que chegou a agradecer a ele por tê-la dispensado. Inclusive, confessou às colegas que se sentia aliviada. Depois de quatro anos achava a empresa muito devagar em seu processo inovador. Y tinha sonhos, juventude e novos tempos para viver. Enquanto suas colegas correram para o mercado de trabalho tentando salvar o que restou de suas carreiras, Y correu para a garagem de sua casa. Lá abriu uma startup e hoje ganha muito dinheiro com entretenimento na internet. ”

Paulo Roberto de Araujo. Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas.

Para saber mais acesse: www.abibliaeagestaodepessoas.com.br

Teste sua Resiliência

 

resilienteVocê se considera uma pessoa resiliente? Você consegue transformar as adversidades da vida em aprendizagem e não em mágoas ou ressentimentos? Que tal fazer um teste para avaliar seu nível de resiliência?

Faça o teste

Resiliência é um conceito emprestado da física que significa a capacidade do indivíduo em lidar com situações adversas, superar pressões, obstáculos e problemas, e reagir positivamente a eles sem entrar em conflito psicológico ou emocional. Resiliência é uma das características das pessoas altamente adaptáveis, capazes de enfrentarem e superarem crises, obstáculos e adversidades com serenidade em situações de estresse. Conheça seu grau de resiliência preenchendo o questionário a seguir. Para que o resultado seja fidedigno use da máxima sinceridade, e para cada afirmação atribua nota de 1 a 5 conforme abaixo.

5 – Sempre

4 – Na maioria das vezes

3 – Medianamente

2 – Poucas vezes

1 – Nunca

1 – Eu consigo transformar situações adversas em algo positivo, e descobrir benefícios em experiências negativas________

2 – Quando acontece uma crise eu surjo com várias soluções, em vez de ficar sem saber o que fazer _______

3 – Eu tenho facilidade em resolver problemas. Conforme o caso, consigo ser criativo, ou lógico, ou então uso simplesmente o bom senso _____

4 – Quando algo de realmente ruim acontece comigo considero natural, ocasionalmente, dar uma boa risada disso_______

5 – Sou sempre o mesmo, mas percebo que em circunstâncias diferentes eu me comporto de forma diferente para me adaptar às várias situações_______

6 – Quando enfrento uma situação caótica ou de conflito, imediatamente procuro me acalmar, e me concentro em adotar ações práticas e úteis______

7 – Costumo encarar o futuro sem ansiedade ou preocupação______

8 – Quando fico preso no trânsito e sei que vou me atrasar para um compromisso, em vez de ficar agitado ou estressado, eu me mantenho calmo______

9 – Quando tenho perdas ou reveses, meus sentimentos de raiva, prejuízo ou frustração não duram muito tempo. Consigo recuperar-me bem dos reveses______

10 – Lido bem com situações ambíguas e incertas______

11 – Sou curioso. Faço perguntas. Gosto de tentar novas formas de fazer as coisas______

12 – Depois de passada a crise, costumo perguntar o que aprendi de novo com ela ______
13 – Todas as vezes que enfrento experiências difíceis e complicadas eu saio delas fortalecido e melhorado _______

14 – Eu me adapto rapidamente às novas circunstâncias e acontecimentos. Tenho facilidade de reposicionar-me diante das dificuldades______

15 – Sou habitualmente otimista. Considero as dificuldades e adversidades como algo temporário e confio que vou superá-las_______

16 – Sou flexível e sei enfrentar muito bem tempos difíceis______

17 – Quando algo de ruim acontece comigo, prefiro manter-me em contato com as pessoas, em vez de me encolher e ficar ruminando meus pensamentos_______

18 – Eu me adapto facilmente às pessoas com personalidades diferentes da minha_______

19 – Sou autoconfiante e tenho um conceito saudável de mim mesmo______

20 – Rejeito a ideia de que sou vítima das circunstâncias ou que são elas que controlam a minha vida_______

TOTAL DE PONTOS_______

SUA AVALIAÇÃO

De 80 a 100 pontos. Seu nível de resiliência é ótimo. Você tem adaptabilidade e flexibilidade, sabe como lidar com situações antagônicas e se recuperar de crises e ocasiões adversas.

De 65 a 79 pontos. Você tem boa resiliência e boa capacidade de enfrentar crises mas, às vezes, tem dificuldade de confrontar determinadas situações antagônicas ou que sejam novas.

De 50 a 64 pontos. Você consegue administrar parcialmente algumas circunstâncias adversas, mas em outros momentos, falta-lhe a habilidade de adaptação e flexibilidade perante situações inesperadas.

De 40 a 49 pontos. Você tem muita dificuldade de enfrentar conjunturas anormais ou de crises emergentes. Acrescente mais flexibilidade à sua vida e esteja mais aberto a lidar com os problemas de maneira diferente e mais salutar no futuro.

Abaixo de 40 pontos. Seu nível de resiliência é baixo, o que pode fazer você sentir-se vítima das circunstâncias. Você realmente precisa trabalhar sua maneira de enfrentar e lidar com crises e adversidades.

Texto extraído e condensado do livro “35 Testes para Avaliar suas Habilidades Profissionais”, de Ernesto Artur Berg.

Lei de mais – Educação de menos

Lei de mais educação de menos

Há algum tempo venho refletindo sobre a constante criação de leis em nosso país. Inclusive, segundo alguns estudiosos do assunto, o Brasil é o campeão mundial neste quesito. Fiz algumas pesquisas e encontrei alguns dados realmente impressionantes. Nos últimos vinte anos o Brasil ganhou 3,6 milhões de normas editadas, alguma coisa em torno de 766 normas por dia. 253.900 normas tributárias, ou seja, duas normas por hora. Sem falar nos 9.240 decretos federais. São, sem dúvida, números pra lá de expressivos.

Conforme publicado no site da Yahoo, o Brasil adota o sistema positivista, isto quer dizer que não há crime sem lei anterior que o defina. Não sei se você concorda comigo, mas esta forma de pensar e o parâmetro que a acompanha, aponta para um ad aeternum na criação de leis. Sem falar que o relativismo, filosofia que nega a existência de absolutos, interfere diretamente no pensamento e no comportamento da sociedade, ou seja, o que hoje é considerado certo, amanhã poderá ser considerado errado, e vice-versa. Sendo assim, as leis que hoje são criadas amanhã poderão ser modificadas. Um sujeito que for condenado hoje por algum tipo de crime prescrito em lei, amanhã poderá ser inocentado porque a lei mudou.

Pedro Valls Feu Rosa, colunista do congresso em foco, faz o seguinte comentário: “ A verdade é que aqui no Brasil as leis viraram remédio para todos os males. ” Esta frase é bastante sugestiva e eu gostaria de pautar meu comentário valendo-me dela. Fique à vontade para discordar da minha maneira de pensar. O debate por ideias é sempre construtivo.

Por que precisamos criar tantas leis? Bem, as respostas podem ser várias. Penso que a criação constante e praticamente interminável de leis, indica que estamos trabalhando apenas em um extremo do problema. O que é mais fácil, estabelecer normas e regras que definam deveres e formas de punição para quem não as cumpre, ou trabalhar os valores e comportamentos das pessoas? Este é o outro extremo do problema. Nossos governantes estão mais propensos a regular a sociedade por intermédio de leis do que educa-la, criando condições para que seus cidadãos sejam capazes de auto regularem seus próprios comportamentos.

Na fala de Pedro Rosa, citada acima, as leis em nosso país viraram remédio para todos os males. Um remédio só é prescrito quando há a indicação de alguma patologia, portanto quanto mais leis, normas e regulamentos são criados mais doente está a sociedade. Os profissionais da área de saúde estão sempre alertando as pessoas quanto aos métodos de prevenção de doenças. Isto quer dizer que muitas delas poderão ser evitadas se forem tomados os cuidados necessários. Transferindo esta lógica para o tema em questão, é possível dizer que a educação, instrução, conhecimento, construção de valores altamente desejáveis, funcionarão como medidas preventivas contra os males sociais que hoje são apenas remediados pelas leis.

Algo que me impressiona é ver cartazes afixados nos sanitários públicos com as seguintes recomendações: “Não jogue papel no vaso sanitário. ” “Dê a descarga. ” “Lave as mãos antes de sair. ” Se há a necessidade de lembrar as pessoas destas coisas, ou ainda, se há a necessidade de estabelecer uma norma para isto, então estamos muito mal. O que nos falta é boa educação e, para remediar a falta dela, temos que criar leis para regular o óbvio.

A falta de educação, da construção de valores humanos elevados, de boas referências, de exemplos a serem imitados está, geração após geração, jogando os novos membros da sociedade num extremo perigoso. A falta de bom senso, de diálogo construído a partir do núcleo familiar, da escola como uma extensão dos valores formados em casa, está fazendo surgir uma geração que apresenta deficiências comportamentais importantes, as quais, conforme entendem alguns, precisam ser reguladas pelas leis.

Não há nada mais transformador do que o conhecimento construído sobre os fundamentos da boa educação. O conhecimento é libertador. Nas palavras de Jesus Cristo: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. ” Acredito que mais eficaz do que criar leis é construir boas pessoas. Indivíduos emocionalmente inteligentes promovem a formação de melhores grupos sociais. Precisamos trabalhar mentes e corações.

As leis, indubitavelmente, são necessárias. Porém, não é a quantidade delas que garantirá uma sociedade mais justa, respeitosa, solidária, etc. Elas se fazem necessárias porque, infelizmente, existem pessoas quedadas às transgressões, ao cometimento de maldades, ao desrespeito dos espaços do outro. Contudo, a educação gera resultados muito melhores. Por isto, ao invés de titular este comentário de Lei de mais, educação de menos, gostaria de titulá-lo trocando de posição seus elementos centrais: Educação de mais, lei de menos.     

Meus valores determinam quem sou!

Frase-inteligente-do-Albert-Ainstein.

(Leia até o fim! Faça uma auto avaliação de seus valores!)

Muita gente não consegue permanecer em determinados empregos, por causa de conflitos que surgem a partir da diferença de valores entre as pessoas. O que é muito valioso para alguém pode ser totalmente relativizado pelo outro. Podemos tomar como exemplo o tempo. Para alguns ele é precioso demais e não deve ser desperdiçado. Para outros ele não possui o mesmo nível de importância.

Em nossa cultura brasileira o tempo não possui o mesmo valor que tem para um europeu, ou um norte-americano, por exemplo. Quando nós marcamos um encontro, ou uma reunião para um determinado horário, já sabemos de antemão que vários dos envolvidos irão chegar atrasado. Portanto, vamos ter que ficar esperando. Ao contrário de nós, um europeu ou um norte-americano jamais se atrasaria. Inclusive, estes últimos valoram o tempo em dinheiro; é deles que vem a famosa expressão time is money (tempo é dinheiro).

A verdade, a honestidade, a sinceridade e a justiça são valores inegociáveis para boa parte das pessoas. Se o indivíduo trabalha em uma empresa onde mentir é uma prática comum e plenamente aceitável, porém seus valores não compactuam com esta prática, ele não conseguirá permanecer por muito tempo no emprego. Para outros a família é seu maior bem. Se a empresa passa a exigir que ele trabalhe horas a mais, inclusive fins de semana, a fim de atingir os resultados estabelecidos, provavelmente ele irá abrir mão deste emprego.

Para outros indivíduos a amizade possui um valor muito elevado. Caso ele conviva num ambiente onde os conflitos nas relações interpessoais são constantes, terá dificuldade em trabalhar ali, sua produtividade tende a ficar abaixo de seu potencial, irá se desanimar e sentirá sua motivação cair a níveis muito baixos.

Há pessoas cujo fator motivacional é o reconhecimento. Ser valorizada pela pessoa que é e ter seu trabalho respeitado e elogiado pelos níveis hierárquicos acima, bem como por seus pares, vale mais do que dinheiro. Para estes indivíduos, receber prêmios em dinheiro, aumentos salariais e até mesmo promoções verticais não é tão valioso quanto ser aplaudido por suas realizações.

Existem, também, aqueles que valorizam muito o aprendizado. Para estes o maior bem que podem conquistar é o quanto podem aprender nos ambientes em que transitam. São pessoas que se sentem realizadas com seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional. Para indivíduos que possuem esta perspectiva, o saber e o ser valem mais do que o ter.

Há, ainda, as pessoas que têm em sua espiritualidade seu valor mais significativo. Em alguns atendimentos de coaching, que tenho tido a oportunidade de realizar, vários fazem questão de dizer que sua fé em Deus é seu maior valor. São pessoas que mostram serem crentes praticantes e não apenas nominais. Para estes indivíduos, que buscam um alto nível de espiritualidade, seus valores se apresentam de forma hierarquizada. É comum ouvi-los dizer que: em primeiro lugar está Deus, em segundo a família e em terceiro o trabalho.

A família é um dos grupos sociais que se destaca pela transmissão de valores aos seus membros. Imagine um indivíduo que desde criança é orientado por seu pai da seguinte maneira: “Meu filho, honre sempre seus compromissos; nunca fique devendo nada para ninguém. Seja uma pessoa honesta e trabalhadora. Honre sempre seu nome. Melhor do que ter muito dinheiro é ser uma pessoa respeitada. ” Agora, imagine outro indivíduo, membro de outra família; seu pai o orienta desde criança da seguinte forma: “Meu filho, o mundo é dos espertos. Quem quiser ser muito certinho os outros vão passar por ‘cima dele’. Não seja bobo; se puder tirar vantagem não perca a oportunidade. ”

Perceba, esta forma de ver o mundo irá influenciar os valores pessoais destes indivíduos. Certamente eles irão se comportar conforme foram orientados por seus pais. Sem dúvida, entenderão que esta é a verdade que rege o mundo, esta é a realidade, é assim que todos pensam e é desta maneira que eles devem pensar e agir. Estes indivíduos carregarão estes valores na bagagem de suas vidas onde quer que vão – inclusive no ambiente de trabalho.

Paulo Roberto de Araujo – Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas.

Que tal fazer uma auto avaliação de seus valores pessoais? Tem curiosidade em saber o que você, consciente ou inconscientemente, valoriza mais? Então responda o teste abaixo. Você pode imprimir se quiser, basta clicar na imagem da impressora no final do texto.

AVALIE SEUS VALORES

Marque com um X a alternativa que melhor descreve sua maneira de pensar. Responda com toda a honestidade. Siga as instruções no final do teste.

  1. A mentira pode ser útil.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Realizar meus sonhos de consumo é uma das coisas mais importantes para mim.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Tenho dificuldade de relacionar-me com pessoas que não possuem ambição.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Acredito que enriquecer é uma questão de sorte.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Penso que o melhor investimento é aquele que atende minha expectativa imediata.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Para mim, chegar atrasado a um compromisso não é necessariamente mal, isto porque a maioria das pessoas se atrasa.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Quem quiser ser muito certinho na vida os outros “passam por cima” dele.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Não acredito em amizades sem nenhum interesse.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Acredito no amor, mas não que ele dure para sempre.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

10.Creio que Deus existe para me fazer feliz.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

11.Tenho prazer em dar carona para quem precise. Minha convicção é de que o que tenho, também, é para dividir com os

outros.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

 

12.Sou capaz de abrir mão de um bom emprego se me pedirem para fazer algo que seja errado.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

13.Para mim Deus está em primeiro lugar.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

14.Sinto-me satisfeito com o que conquistei até aqui.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

15.Para preservar boas amizades estou disposto a ceder.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

16.Acredito que o trabalho digno me enriquece de muitas maneiras.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

17.Melhor do que ter dinheiro é ter crédito.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

18.Creio que uma autoestima elevada está mais relacionada com aspectos emocionais e espirituais, do que com a aquisição de bens de consumo ou com a estética.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

19.Para mim honestidade, sinceridade, lealdade e fidelidade são tão importantes que seria capaz de fazer qualquer coisa para preservá-las.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

20.Não discuto por qualquer coisa. Tenho minhas próprias convicções e não sinto necessidade de provar nada a ninguém.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

Das questões 1 a 10 atribua a seguinte pontuação: Sempre 0 Quase sempre 1 Às vezes 2 Raramente 3 Jamais 4

Das questões 11 a 20 atribua a seguinte pontuação: Sempre 4 Quase sempre 3 Às vezes 2 Raramente 1 Jamais 0

Faça uma somatória dos pontos assinalados.

Resultado

  • se sua somatória chegou a 65 pontos ou mais, pode-se considerar que você possui valores humanos muito elevados. Para você amizade, espiritualidade, relacionamentos saudáveis, família, altruísmo, são mais importantes do que dinheiro, bens materiais e status. Isto demonstra que sua percepção de bem-estar está associada mais aos bens intangíveis do que tangíveis. Seu desafio é manter estes valores.
  • se sua somatória ficou entre 55 e 64 pontos, pode-se afirmar que você possui valores humanos elevados. Suas prioridades são menos materiais e mais sentimentais. Esta é uma boa média para uma vida equilibrada. Seu desafio é manter o que está bom e buscar uma melhora contínua.
  • se sua somatória ficou entre 39 e 54 pontos, pode-se afirmar que você possui valores humanos baixos. Suas prioridades tendem a ser mais materiais do que sentimentais. Provavelmente seus esforços estejam mais direcionados aos aspectos tangíveis do que aos intangíveis. Seu desafio é rever os conceitos que tendem mais ao material e o afastam das pessoas.
  • se sua somatória ficou abaixo de 39 pontos, pode-se afirmar que você possui valores materiais bastante elevados. Suas prioridades são materiais e as pessoas são uma forma de você conseguir o que deseja. Provavelmente você acredita que “ter” é mais importante do que “ser”. Seu desafio é rever seus conceitos e investir fortemente numa mudança de valores.

_Criado por Paulo Roberto de Araujo para o livro A Bíblia e a Administração de Conflitos

 

DESCONSTRUÇÃO

Desconstrução

De vez em quando algumas palavras parecem entrar na moda. Basta alguma celebridade “soltá-las” na mídia e os milhares (talvez milhões) de fãs passam a replicá-la como se fosse uma espécie de dogma religioso. Grande parte das pessoas, muitas vezes, não sabe o que a palavra significa, mas como foi dita por alguém famoso e rico, ganha contornos de verdade absoluta. A falta de informação, conhecimento e, por conseguinte, a formação de senso crítico fazem as pessoas se comportarem como papagaios; não pensam, não fazem análises, não articulam ideias nem formulam conceitos – apenas repetem.

Uma dessas palavras, que parecem estar na moda, é desconstrução. Tenho ouvido tanta gente aplicar este termo para qualquer situação. É bonito falar igual àquela pessoa famosa – pensam alguns. Dá a impressão de que o sujeito está sabendo das coisas, que está antenado, ligado, plugado e que aprendeu uma palavra nova que todo mundo está falando. Nada pior do que deixar que os outros pensem pela gente!

Grande parte dos famosos que habitam os espaços da mídia, tornando-se formadores de opinião, não são exemplos a serem imitados. No entanto, muita gente pensa que somente os inteligentes alcançam fama e riqueza, portanto o que eles dizem deve ser adotado por aqueles que não chegaram lá, mas almejam chegar.

A palavra desconstrução, objeto desta crônica, tão mal aplicada em muitas situações, aponta para uma triste realidade. A partir do momento em que ela entrou na moda e passou a ser usada à torta e à direita, muitos passaram a acreditar que precisam descontruir alguma coisa. Seria bom se desconstruíssem a ignorância por intermédio da busca do saber, porém estão desconstruindo a oportunidade de serem autênticos.

Esta influência está fazendo com que nossa sociedade acabe por desconstruir valores humanos indispensáveis. Há uma vontade explícita de romper com todo e qualquer limite, porque eles pressupõem impedimentos à disposição de fazer qualquer coisa que alguém julgue como certo. Para estabelecer o novo, pensam alguns, é inevitável que se quebre todo e qualquer paradigma e tudo o que for considerado tabu.

Neste embalo, infelizmente, estamos desconstruindo a família, por exemplo. Querem nos fazer acreditar que desconstruindo o modelo considerado antigo, necessariamente estaremos provando que evoluímos para uma concepção avançada e a caminho do ideal. Se você concorda com esta aplicação da desconstrução, pergunte: Estamos formando cidadãos melhores? Nossos jovens estão superando as drogas mais do que antes? Nossas crianças têm sido mais amadas e melhor educadas do que no modelo dito tradicional? Nossos idosos têm recebido mais atenção e cuidado? A violência doméstica diminuiu drasticamente?

Estamos descontruindo a própria identidade humana! Querem nos fazer acreditar que ser diferente é a mesma coisa que ser desigual. Portanto, não há diferença entre homem e mulher; presunçosamente estão querendo ir contra a ordem natural das coisas, pois até aquilo que Deus construiu não é bom o suficiente e, por isto, também deve ser incluído na lista de coisas que devem ser descontruídas.

O exagero é tanto que promove mais a incoerência do que o bom senso. Há pouco tempo a mesma legislação que instituiu a “lei da palmada”, estava querendo liberar o uso de cocaína em quantidades reguladas por lei. Ou seja, dar uma palmada em uma criança é crime, mas liberar uma droga comprovadamente destruidora, que tem escravizado e destruído a vida de tanta gente, não o é. Se o Estado brasileiro não consegue fazer a gestão de serviços imprescindíveis à população, poderá exercer controle e fiscalização sobre uma coisa dessas? Esta é uma ação que desconstrói, de fato, toda uma sociedade.

A falta de instrução tem feito muita gente desconstruir o conceito de democracia. Há aqueles que usam este termo para justificar atos pessoais em detrimento da obediência às leis e o respeito pelo outro. Imaginam a democracia como uma autorização para fazer ou deixar de fazer o que bem entender, estribado unicamente em suas concepções pessoais, isto porque não existe certo e errado, mas cada um decide o que é certo ou errado conforme suas concepções individuais. Estamos descontruindo a ética e estabelecendo uma nova ordem moral.

Os pretensos intelectuais estão empenhados em desconstruir concepções religiosas. Se pudessem baniriam de uma só vez a crença em Deus. Para eles a religião é um engano; é um mal necessário, a fim de permitir algumas fantasias, sem as quais o homem perderia um pouco de sua essência. A Bíblia Sagrada tem sido tratada com desprezo. É provável que muitos desconheçam o fato de que ela é o maior best-sellers que o mundo conhece. Talvez ignorem que ela é fonte de pesquisa de várias ciências como o Direito, a Administração, a Sociologia. Fonte, também, de pesquisa histórica; manual de conduta moral e ética. É possível questionar muitas coisas a respeito da Bíblia, porém uma coisa é inquestionável: ela é um compêndio de livros que oferece valores e princípios altamente desejáveis. E, não é justamente disto que mais estamos precisando?

A própria língua portuguesa parece, também, estar passando por este processo de desconstrução. Nunca falamos e escrevemos tão mal como nos últimos tempos. Sou professor do ensino superior e conheço bem esta realidade. Acredito que nossa língua é um dos elementos essenciais de nossa identidade nacional. Se transigirmos em excesso, sem critério, poderemos estar permitindo, de fato, a desconstrução de algo levou séculos para se formar. Será que modernizar significa, necessariamente, mudar tudo, qualquer coisa?

Para finalizar, gostaria de dizer que não sou contra a desconstrução de algumas coisas. Como toda e qualquer pessoa, preciso, vez por outra, rever meus conceitos, meus valores, minhas ideias e outros aspectos que formam minha cultura pessoal. Porém, uma coisa entendo que não devo desconstruir: meus fundamentos, meus alicerces, minhas raízes, ou seja, meu cerne, aquilo de que sou formado e originado. Creio que toda pessoa deve ser original e autêntica, mesmo que esteja fora de moda.

Paulo Roberto de Araujo – Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas.

Se não tiver coisa melhor para falar, então fique de boca fechada.

boca fechada

Existem algumas frases soltas pelos ares do ambiente de trabalho que deveriam ser presas. Há pessoas que falam sem pensar, que não refletem sobre os que estão dizendo e outras que, na realidade, não têm noção do que estão falando. Muitos são meros repetidores do que ouviram alguém falar, algum dia em algum lugar. São empregados que quando falam as tolices que falam, se tornam candidatos ao desemprego. Vamos trazer à tona algumas destas frases infelizes.

“Não vou fazer o que estão me pedindo porque não sou pago para isto. ”

Salvo alguma falha por parte de gestores que podem estar querendo explorar a mão-de-obra contratada, esta expressão indica o desinteresse do funcionário pela organização que o remunera. Certamente, quem pensa assim, acredita que tudo na vida é medido em termos pecuniários. O empregado que faz desta frase um lema em sua vida é porque ainda não se profissionalizou. É um eterno estagiário no emprego e na vida. Assumir diversas funções na empresa é uma oportunidade de desenvolvimento profissional. Dê o melhor de si e a recompensa pelo esforço virá.

“Se eu sair de férias este setor para”

Há pessoas que não constroem mares pensando na diversidade, mas constroem aquários pensando na exclusividade. As empresas estão povoadas de empregados que possuem esta mentalidade. São excessivamente autoconfiantes, têm uma autoestima exacerbada, enxergam a empresa como uma refém de suas competências e expertises. Estes tipos de empregados se percebem como insubstituíveis. Se imaginam tão indispensáveis que se a empresa abrir mão deles terá um enorme prejuízo.

“Se você quiser que uma coisa seja bem feita faça você mesmo. ”

            Esta é uma das frases preferidas dos que não sabem delegar. São os que sofrem de perfeccionismo profissional. Ninguém, mas ninguém mesmo, consegue fazer algo tão bem quanto ele. Pessoas que possuem esta característica em seu perfil, acreditam que suas ideias são sempre as melhores, as tarefas que realizam não poderiam ser melhor executadas por outros – com tanta qualidade. Estes indivíduos se consideram mestres de todos e aprendizes de si mesmos.

“Se fulano de tal não estiver aqui o serviço não anda. ”

Este é o sonho de consumo dos chefes centralizadores. Tudo depende dele, gira em torno dele, anda no ritmo dele. Ele é incapaz de dividir tarefas, treinar sua equipe conferindo a ela a competência da autogestão; faz questão de ser consultado para tudo, isto porque, autonomia é um privilégio dele. Funcionários que se comportam desta maneira travam o sistema, não criam condições para agilidade nos processos, não desenvolvem pessoas. Gente assim não trabalha para a organização, mas trabalha para seu ego.

“Você não é pago para pensar, é pago para fazer”

Nada mais primitivo do que isto! Alguns chefes estão fisicamente no século XXI, mas mentalmente no início do XX. Eles ainda não se deram conta de que hoje em dia grande parte das pessoas é escolarizada. Muitos funcionários voltaram a estudar, fazem cursos superiores, cursos técnicos e, devido a exigência do mercado, estão sempre se especializando. Portanto, diferentemente do que acontecia a trinta ou quarenta anos atrás, as pessoas sabem pensar, têm ideias próprias, se desenvolveram, estão melhor informadas. O potencial de um bom empregado não é medido pelo tanto que de coisas que faz, mas pelo quanto ele é capaz de entender o que significa aquilo que faz.

Paulo Roberto de Araujo. Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas.