Arquivo mensais:novembro 2015

Lei de mais – Educação de menos

Lei de mais educação de menos

Há algum tempo venho refletindo sobre a constante criação de leis em nosso país. Inclusive, segundo alguns estudiosos do assunto, o Brasil é o campeão mundial neste quesito. Fiz algumas pesquisas e encontrei alguns dados realmente impressionantes. Nos últimos vinte anos o Brasil ganhou 3,6 milhões de normas editadas, alguma coisa em torno de 766 normas por dia. 253.900 normas tributárias, ou seja, duas normas por hora. Sem falar nos 9.240 decretos federais. São, sem dúvida, números pra lá de expressivos.

Conforme publicado no site da Yahoo, o Brasil adota o sistema positivista, isto quer dizer que não há crime sem lei anterior que o defina. Não sei se você concorda comigo, mas esta forma de pensar e o parâmetro que a acompanha, aponta para um ad aeternum na criação de leis. Sem falar que o relativismo, filosofia que nega a existência de absolutos, interfere diretamente no pensamento e no comportamento da sociedade, ou seja, o que hoje é considerado certo, amanhã poderá ser considerado errado, e vice-versa. Sendo assim, as leis que hoje são criadas amanhã poderão ser modificadas. Um sujeito que for condenado hoje por algum tipo de crime prescrito em lei, amanhã poderá ser inocentado porque a lei mudou.

Pedro Valls Feu Rosa, colunista do congresso em foco, faz o seguinte comentário: “ A verdade é que aqui no Brasil as leis viraram remédio para todos os males. ” Esta frase é bastante sugestiva e eu gostaria de pautar meu comentário valendo-me dela. Fique à vontade para discordar da minha maneira de pensar. O debate por ideias é sempre construtivo.

Por que precisamos criar tantas leis? Bem, as respostas podem ser várias. Penso que a criação constante e praticamente interminável de leis, indica que estamos trabalhando apenas em um extremo do problema. O que é mais fácil, estabelecer normas e regras que definam deveres e formas de punição para quem não as cumpre, ou trabalhar os valores e comportamentos das pessoas? Este é o outro extremo do problema. Nossos governantes estão mais propensos a regular a sociedade por intermédio de leis do que educa-la, criando condições para que seus cidadãos sejam capazes de auto regularem seus próprios comportamentos.

Na fala de Pedro Rosa, citada acima, as leis em nosso país viraram remédio para todos os males. Um remédio só é prescrito quando há a indicação de alguma patologia, portanto quanto mais leis, normas e regulamentos são criados mais doente está a sociedade. Os profissionais da área de saúde estão sempre alertando as pessoas quanto aos métodos de prevenção de doenças. Isto quer dizer que muitas delas poderão ser evitadas se forem tomados os cuidados necessários. Transferindo esta lógica para o tema em questão, é possível dizer que a educação, instrução, conhecimento, construção de valores altamente desejáveis, funcionarão como medidas preventivas contra os males sociais que hoje são apenas remediados pelas leis.

Algo que me impressiona é ver cartazes afixados nos sanitários públicos com as seguintes recomendações: “Não jogue papel no vaso sanitário. ” “Dê a descarga. ” “Lave as mãos antes de sair. ” Se há a necessidade de lembrar as pessoas destas coisas, ou ainda, se há a necessidade de estabelecer uma norma para isto, então estamos muito mal. O que nos falta é boa educação e, para remediar a falta dela, temos que criar leis para regular o óbvio.

A falta de educação, da construção de valores humanos elevados, de boas referências, de exemplos a serem imitados está, geração após geração, jogando os novos membros da sociedade num extremo perigoso. A falta de bom senso, de diálogo construído a partir do núcleo familiar, da escola como uma extensão dos valores formados em casa, está fazendo surgir uma geração que apresenta deficiências comportamentais importantes, as quais, conforme entendem alguns, precisam ser reguladas pelas leis.

Não há nada mais transformador do que o conhecimento construído sobre os fundamentos da boa educação. O conhecimento é libertador. Nas palavras de Jesus Cristo: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. ” Acredito que mais eficaz do que criar leis é construir boas pessoas. Indivíduos emocionalmente inteligentes promovem a formação de melhores grupos sociais. Precisamos trabalhar mentes e corações.

As leis, indubitavelmente, são necessárias. Porém, não é a quantidade delas que garantirá uma sociedade mais justa, respeitosa, solidária, etc. Elas se fazem necessárias porque, infelizmente, existem pessoas quedadas às transgressões, ao cometimento de maldades, ao desrespeito dos espaços do outro. Contudo, a educação gera resultados muito melhores. Por isto, ao invés de titular este comentário de Lei de mais, educação de menos, gostaria de titulá-lo trocando de posição seus elementos centrais: Educação de mais, lei de menos.     

SEMINÁRIO DE DONS

Entre os meses de setembro e novembro, o pastor Paulo Roberto de Araujo ministrou um seminário sobre dons na Igreja Missionária Evangélica Filadélfia, onde faz parte do conselho pastoral. Foram oito encontros, com duração aproximada de duas horas cada encontro. O material pedagógico adotado para o seminário foi a apostila elaborada pelo pastor Josadaque Lima, um dos mais destacados escritores de Curitiba, o qual possui cerca de quarenta livros publicados.

O Seminário sobre Dons abordou aspectos ligados à estrutura da Igreja Cristã, a forma como os dons estão distribuídos entre seus membros e a importância deles para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento dos crentes em Jesus. Entre os tópicos abordados estão: passos e critérios para a descoberta dos dons espirituais, dons motivacionais, dons ministeriais, habilidades naturais, conhecendo o estilo pessoal, compreendendo o temperamento pessoal.

No encerramento do seminário, as oito pessoas que concluíram o curso puderam fazer uma consultoria com o pastor Paulo, com intuito de apresentarem à diretoria da Igreja local sua disponibilidade de agenda. Estas pessoas serão engajadas nas atividades que estiverem alinhadas com o perfil de cada uma, podendo desta forma servir a Deus e aos irmãos com o melhor de suas habilidades. Durante o culto celebrado no domingo próximo passado, dia 22 de novembro, as oito participantes do seminário receberam seus certificados de conclusão das mãos dos pastores Francisco Almir Coutinho e André Chagas, presidente e vice-presidente da IMEF, respectivamente.

Veja as fotos.

Cerimônia de conclusão do seminário

Cerimônia de conclusão do seminário

Dalva e pr. Almir Coutinho

Dalva e pr. Almir Coutinho

Janaína e pr. Almir Coutinho

Janaína e pr. Almir Coutinho

Jane e pr. André Chagas

Jane e pr. André Chagas

Janete e pr. André Chagas

Janete e pr. André Chagas

Rosedi e pr. André Chagas

Rosedi e pr. André Chagas

Sheila e pr. Almir Coutinho

Sheila e pr. Almir Coutinho

Sônia e pr. Almir Coutinho

Sônia e pr. Almir Coutinho

Vera e pr. André Chagas

Vera e pr. André Chagas

Formandas

Formandas

Pr. Paulo e sua esposa ladeados pelas formandas

Pr. Paulo e sua esposa ladeados pelas formandas

 

Meus valores determinam quem sou!

Frase-inteligente-do-Albert-Ainstein.

(Leia até o fim! Faça uma auto avaliação de seus valores!)

Muita gente não consegue permanecer em determinados empregos, por causa de conflitos que surgem a partir da diferença de valores entre as pessoas. O que é muito valioso para alguém pode ser totalmente relativizado pelo outro. Podemos tomar como exemplo o tempo. Para alguns ele é precioso demais e não deve ser desperdiçado. Para outros ele não possui o mesmo nível de importância.

Em nossa cultura brasileira o tempo não possui o mesmo valor que tem para um europeu, ou um norte-americano, por exemplo. Quando nós marcamos um encontro, ou uma reunião para um determinado horário, já sabemos de antemão que vários dos envolvidos irão chegar atrasado. Portanto, vamos ter que ficar esperando. Ao contrário de nós, um europeu ou um norte-americano jamais se atrasaria. Inclusive, estes últimos valoram o tempo em dinheiro; é deles que vem a famosa expressão time is money (tempo é dinheiro).

A verdade, a honestidade, a sinceridade e a justiça são valores inegociáveis para boa parte das pessoas. Se o indivíduo trabalha em uma empresa onde mentir é uma prática comum e plenamente aceitável, porém seus valores não compactuam com esta prática, ele não conseguirá permanecer por muito tempo no emprego. Para outros a família é seu maior bem. Se a empresa passa a exigir que ele trabalhe horas a mais, inclusive fins de semana, a fim de atingir os resultados estabelecidos, provavelmente ele irá abrir mão deste emprego.

Para outros indivíduos a amizade possui um valor muito elevado. Caso ele conviva num ambiente onde os conflitos nas relações interpessoais são constantes, terá dificuldade em trabalhar ali, sua produtividade tende a ficar abaixo de seu potencial, irá se desanimar e sentirá sua motivação cair a níveis muito baixos.

Há pessoas cujo fator motivacional é o reconhecimento. Ser valorizada pela pessoa que é e ter seu trabalho respeitado e elogiado pelos níveis hierárquicos acima, bem como por seus pares, vale mais do que dinheiro. Para estes indivíduos, receber prêmios em dinheiro, aumentos salariais e até mesmo promoções verticais não é tão valioso quanto ser aplaudido por suas realizações.

Existem, também, aqueles que valorizam muito o aprendizado. Para estes o maior bem que podem conquistar é o quanto podem aprender nos ambientes em que transitam. São pessoas que se sentem realizadas com seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional. Para indivíduos que possuem esta perspectiva, o saber e o ser valem mais do que o ter.

Há, ainda, as pessoas que têm em sua espiritualidade seu valor mais significativo. Em alguns atendimentos de coaching, que tenho tido a oportunidade de realizar, vários fazem questão de dizer que sua fé em Deus é seu maior valor. São pessoas que mostram serem crentes praticantes e não apenas nominais. Para estes indivíduos, que buscam um alto nível de espiritualidade, seus valores se apresentam de forma hierarquizada. É comum ouvi-los dizer que: em primeiro lugar está Deus, em segundo a família e em terceiro o trabalho.

A família é um dos grupos sociais que se destaca pela transmissão de valores aos seus membros. Imagine um indivíduo que desde criança é orientado por seu pai da seguinte maneira: “Meu filho, honre sempre seus compromissos; nunca fique devendo nada para ninguém. Seja uma pessoa honesta e trabalhadora. Honre sempre seu nome. Melhor do que ter muito dinheiro é ser uma pessoa respeitada. ” Agora, imagine outro indivíduo, membro de outra família; seu pai o orienta desde criança da seguinte forma: “Meu filho, o mundo é dos espertos. Quem quiser ser muito certinho os outros vão passar por ‘cima dele’. Não seja bobo; se puder tirar vantagem não perca a oportunidade. ”

Perceba, esta forma de ver o mundo irá influenciar os valores pessoais destes indivíduos. Certamente eles irão se comportar conforme foram orientados por seus pais. Sem dúvida, entenderão que esta é a verdade que rege o mundo, esta é a realidade, é assim que todos pensam e é desta maneira que eles devem pensar e agir. Estes indivíduos carregarão estes valores na bagagem de suas vidas onde quer que vão – inclusive no ambiente de trabalho.

Paulo Roberto de Araujo – Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas.

Que tal fazer uma auto avaliação de seus valores pessoais? Tem curiosidade em saber o que você, consciente ou inconscientemente, valoriza mais? Então responda o teste abaixo. Você pode imprimir se quiser, basta clicar na imagem da impressora no final do texto.

AVALIE SEUS VALORES

Marque com um X a alternativa que melhor descreve sua maneira de pensar. Responda com toda a honestidade. Siga as instruções no final do teste.

  1. A mentira pode ser útil.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Realizar meus sonhos de consumo é uma das coisas mais importantes para mim.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Tenho dificuldade de relacionar-me com pessoas que não possuem ambição.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Acredito que enriquecer é uma questão de sorte.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Penso que o melhor investimento é aquele que atende minha expectativa imediata.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Para mim, chegar atrasado a um compromisso não é necessariamente mal, isto porque a maioria das pessoas se atrasa.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Quem quiser ser muito certinho na vida os outros “passam por cima” dele.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Não acredito em amizades sem nenhum interesse.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

  1. Acredito no amor, mas não que ele dure para sempre.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

10.Creio que Deus existe para me fazer feliz.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

11.Tenho prazer em dar carona para quem precise. Minha convicção é de que o que tenho, também, é para dividir com os

outros.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

 

12.Sou capaz de abrir mão de um bom emprego se me pedirem para fazer algo que seja errado.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

13.Para mim Deus está em primeiro lugar.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

14.Sinto-me satisfeito com o que conquistei até aqui.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

15.Para preservar boas amizades estou disposto a ceder.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

16.Acredito que o trabalho digno me enriquece de muitas maneiras.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

17.Melhor do que ter dinheiro é ter crédito.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

18.Creio que uma autoestima elevada está mais relacionada com aspectos emocionais e espirituais, do que com a aquisição de bens de consumo ou com a estética.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

19.Para mim honestidade, sinceridade, lealdade e fidelidade são tão importantes que seria capaz de fazer qualquer coisa para preservá-las.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

20.Não discuto por qualquer coisa. Tenho minhas próprias convicções e não sinto necessidade de provar nada a ninguém.

___ sempre

___ quase sempre

___ às vezes

___ raramente

___ jamais

 

Das questões 1 a 10 atribua a seguinte pontuação: Sempre 0 Quase sempre 1 Às vezes 2 Raramente 3 Jamais 4

Das questões 11 a 20 atribua a seguinte pontuação: Sempre 4 Quase sempre 3 Às vezes 2 Raramente 1 Jamais 0

Faça uma somatória dos pontos assinalados.

Resultado

  • se sua somatória chegou a 65 pontos ou mais, pode-se considerar que você possui valores humanos muito elevados. Para você amizade, espiritualidade, relacionamentos saudáveis, família, altruísmo, são mais importantes do que dinheiro, bens materiais e status. Isto demonstra que sua percepção de bem-estar está associada mais aos bens intangíveis do que tangíveis. Seu desafio é manter estes valores.
  • se sua somatória ficou entre 55 e 64 pontos, pode-se afirmar que você possui valores humanos elevados. Suas prioridades são menos materiais e mais sentimentais. Esta é uma boa média para uma vida equilibrada. Seu desafio é manter o que está bom e buscar uma melhora contínua.
  • se sua somatória ficou entre 39 e 54 pontos, pode-se afirmar que você possui valores humanos baixos. Suas prioridades tendem a ser mais materiais do que sentimentais. Provavelmente seus esforços estejam mais direcionados aos aspectos tangíveis do que aos intangíveis. Seu desafio é rever os conceitos que tendem mais ao material e o afastam das pessoas.
  • se sua somatória ficou abaixo de 39 pontos, pode-se afirmar que você possui valores materiais bastante elevados. Suas prioridades são materiais e as pessoas são uma forma de você conseguir o que deseja. Provavelmente você acredita que “ter” é mais importante do que “ser”. Seu desafio é rever seus conceitos e investir fortemente numa mudança de valores.

_Criado por Paulo Roberto de Araujo para o livro A Bíblia e a Administração de Conflitos

 

DESCONSTRUÇÃO

Desconstrução

De vez em quando algumas palavras parecem entrar na moda. Basta alguma celebridade “soltá-las” na mídia e os milhares (talvez milhões) de fãs passam a replicá-la como se fosse uma espécie de dogma religioso. Grande parte das pessoas, muitas vezes, não sabe o que a palavra significa, mas como foi dita por alguém famoso e rico, ganha contornos de verdade absoluta. A falta de informação, conhecimento e, por conseguinte, a formação de senso crítico fazem as pessoas se comportarem como papagaios; não pensam, não fazem análises, não articulam ideias nem formulam conceitos – apenas repetem.

Uma dessas palavras, que parecem estar na moda, é desconstrução. Tenho ouvido tanta gente aplicar este termo para qualquer situação. É bonito falar igual àquela pessoa famosa – pensam alguns. Dá a impressão de que o sujeito está sabendo das coisas, que está antenado, ligado, plugado e que aprendeu uma palavra nova que todo mundo está falando. Nada pior do que deixar que os outros pensem pela gente!

Grande parte dos famosos que habitam os espaços da mídia, tornando-se formadores de opinião, não são exemplos a serem imitados. No entanto, muita gente pensa que somente os inteligentes alcançam fama e riqueza, portanto o que eles dizem deve ser adotado por aqueles que não chegaram lá, mas almejam chegar.

A palavra desconstrução, objeto desta crônica, tão mal aplicada em muitas situações, aponta para uma triste realidade. A partir do momento em que ela entrou na moda e passou a ser usada à torta e à direita, muitos passaram a acreditar que precisam descontruir alguma coisa. Seria bom se desconstruíssem a ignorância por intermédio da busca do saber, porém estão desconstruindo a oportunidade de serem autênticos.

Esta influência está fazendo com que nossa sociedade acabe por desconstruir valores humanos indispensáveis. Há uma vontade explícita de romper com todo e qualquer limite, porque eles pressupõem impedimentos à disposição de fazer qualquer coisa que alguém julgue como certo. Para estabelecer o novo, pensam alguns, é inevitável que se quebre todo e qualquer paradigma e tudo o que for considerado tabu.

Neste embalo, infelizmente, estamos desconstruindo a família, por exemplo. Querem nos fazer acreditar que desconstruindo o modelo considerado antigo, necessariamente estaremos provando que evoluímos para uma concepção avançada e a caminho do ideal. Se você concorda com esta aplicação da desconstrução, pergunte: Estamos formando cidadãos melhores? Nossos jovens estão superando as drogas mais do que antes? Nossas crianças têm sido mais amadas e melhor educadas do que no modelo dito tradicional? Nossos idosos têm recebido mais atenção e cuidado? A violência doméstica diminuiu drasticamente?

Estamos descontruindo a própria identidade humana! Querem nos fazer acreditar que ser diferente é a mesma coisa que ser desigual. Portanto, não há diferença entre homem e mulher; presunçosamente estão querendo ir contra a ordem natural das coisas, pois até aquilo que Deus construiu não é bom o suficiente e, por isto, também deve ser incluído na lista de coisas que devem ser descontruídas.

O exagero é tanto que promove mais a incoerência do que o bom senso. Há pouco tempo a mesma legislação que instituiu a “lei da palmada”, estava querendo liberar o uso de cocaína em quantidades reguladas por lei. Ou seja, dar uma palmada em uma criança é crime, mas liberar uma droga comprovadamente destruidora, que tem escravizado e destruído a vida de tanta gente, não o é. Se o Estado brasileiro não consegue fazer a gestão de serviços imprescindíveis à população, poderá exercer controle e fiscalização sobre uma coisa dessas? Esta é uma ação que desconstrói, de fato, toda uma sociedade.

A falta de instrução tem feito muita gente desconstruir o conceito de democracia. Há aqueles que usam este termo para justificar atos pessoais em detrimento da obediência às leis e o respeito pelo outro. Imaginam a democracia como uma autorização para fazer ou deixar de fazer o que bem entender, estribado unicamente em suas concepções pessoais, isto porque não existe certo e errado, mas cada um decide o que é certo ou errado conforme suas concepções individuais. Estamos descontruindo a ética e estabelecendo uma nova ordem moral.

Os pretensos intelectuais estão empenhados em desconstruir concepções religiosas. Se pudessem baniriam de uma só vez a crença em Deus. Para eles a religião é um engano; é um mal necessário, a fim de permitir algumas fantasias, sem as quais o homem perderia um pouco de sua essência. A Bíblia Sagrada tem sido tratada com desprezo. É provável que muitos desconheçam o fato de que ela é o maior best-sellers que o mundo conhece. Talvez ignorem que ela é fonte de pesquisa de várias ciências como o Direito, a Administração, a Sociologia. Fonte, também, de pesquisa histórica; manual de conduta moral e ética. É possível questionar muitas coisas a respeito da Bíblia, porém uma coisa é inquestionável: ela é um compêndio de livros que oferece valores e princípios altamente desejáveis. E, não é justamente disto que mais estamos precisando?

A própria língua portuguesa parece, também, estar passando por este processo de desconstrução. Nunca falamos e escrevemos tão mal como nos últimos tempos. Sou professor do ensino superior e conheço bem esta realidade. Acredito que nossa língua é um dos elementos essenciais de nossa identidade nacional. Se transigirmos em excesso, sem critério, poderemos estar permitindo, de fato, a desconstrução de algo levou séculos para se formar. Será que modernizar significa, necessariamente, mudar tudo, qualquer coisa?

Para finalizar, gostaria de dizer que não sou contra a desconstrução de algumas coisas. Como toda e qualquer pessoa, preciso, vez por outra, rever meus conceitos, meus valores, minhas ideias e outros aspectos que formam minha cultura pessoal. Porém, uma coisa entendo que não devo desconstruir: meus fundamentos, meus alicerces, minhas raízes, ou seja, meu cerne, aquilo de que sou formado e originado. Creio que toda pessoa deve ser original e autêntica, mesmo que esteja fora de moda.

Paulo Roberto de Araujo – Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas.

FEEDBACK DA PALESTRA

FEEDBACK DA PALESTRA

Conforme amplamente divulgado, no dia 07 de novembro, sábado, foi realizada a palestra OS SETE PASSOS DE UM LÍDER ESTRATÉGICO. O tema abordado teve como base o livro do professor Paulo Roberto de Araujo A Bíblia e a Gestão de Pessoas, capítulo 10, Liderança. O evento foi realizado nas dependências da Irmandade Evangélica Betânia, no bairro Bacacheri.

Entre os inscritos estavam profissionais de diversas áreas, entre elas: gerente de agência do Banco Bradesco, colaboradores de uma empresa de logística que presta serviços para o Grupo O Boticário, gestora escolar, odontóloga, empresário do ramo de marcenaria, consultor do SEBRAE, advogada da Prefeitura de Piraquara, fisioterapeuta, gerente de RH da COPEL.

A palestra teve duração de oito horas e tratou dos seguintes tópicos:

  1. Prioridades do líder
  2. O feedback como ferramenta de controle do processo
  3. Trabalho em equipe
  4. Canais de comunicação
  5. Inteligência espiritual como competência
  6. Delegação
  7. Enfrentamento de adversidades

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ESTÁ CHEGANDO A HORA!

É dia 07, OS SETE PASSOS DE UM LÍDER ESTRATÉGICO.

Não perca esta oportunidade de melhorar suas competências, conhecer pessoas de diversas áreas profissionais, melhorar suas condições de empregabilidade.

Liderança é uma das competências mais desejadas pelas empresas. Tópicos a serem abordados:

  1. Um bom líder sabe estabelecer prioridades.
  2. Um bom líder sabe como usar o feedback.
  3. Um bom líder trabalha em equipe e confia em pessoas.
  4. Um bom líder sabe estabelecer canais de comunicação eficientes.
  5. Um bom líder é espiritualmente inteligente
  6. Um bom líder sabe distribuir tarefas
  7. Um bom líder sabe enfrentar as adversidades.

INSCREVA-SE AGORA MESMO!

Participe! Divulgue!

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